Você já ouviu falar em Climats, clos, cuvée, Hospices de Beaune, Pinot Noir, Château, Côte de Nuits… e sentiu que estava lendo em outra língua?
Bem-vindo ao mundo dos vinhos da Borgonha — uma região tão rica em história, tradição que criou seu próprio vocabulário. Mas não se preocupe: você não precisa ser sommelier ou francês para entender. Com este glossário básico, você já começa a se sentir em casa por aqui.
E se quiser vivenciar tudo isso de perto, com explicações ao vivo, taça na mão e vinhedo aos pés, vem comigo no Vem Pra Borgonha. Eu te explico cada palavra com um gole e um sorriso.
🍷 Climats
Na Borgonha, o termo Climat não tem nada a ver com o clima do tempo.
Aqui, Climat significa uma parcela de vinhedo delimitada há séculos, com características únicas de solo, inclinação, altitude e história passada de geração a geração. Cada Climat pode produzir um vinho com identidade própria — mesmo estando ao lado de outro.
É por isso que o vinho da Borgonha não é apenas falar das uvas, mas sim a expressão precisa do lugar.
➡️ A UNESCO reconheceu os Climats da Côte d’Or como Patrimônio Mundial da Humanidade.
🧱 Clos
Um clos é um vinhedo murado.
Na Idade Média, monges e nobres cercavam certas parcelas com muros de pedra para proteger as uvas mais valiosas. Esses muros ainda existem — e os nomes, como Clos de Vougeot ou Clos des Lambrays, carregam prestígio e história.
➡️ A visita a um clos histórico é uma das experiências mais marcantes que ofereço no meu roteiro da Côte de Nuits.
🏰 Château
Diferente de Bordeaux, na Borgonha um château (castelo) não significa necessariamente uma vinícola ou marca de vinho. Pode ser uma construção histórica no meio dos vinhedos, como o Château du Clos de Vougeot, que hoje é sede da Confrérie des Chevaliers du Tastevin — uma irmandade tradicional do vinho.
🏥 Hospices de Beaune
O Hospices de Beaune é um antigo hospital medieval fundado em 1443, que virou ícone da Borgonha.
Todos os anos, ele organiza o leilão de vinhos mais famoso do mundo, com rótulos produzidos a partir de doações de parcelas de vinhedos. A renda é revertida para o hospital público local.
➡️ A visita ao Hospices faz parte do meu roteiro guiado pela cidade de Beaune, Beaune à Pé, capital histórica dos vinhos da Borgonha.
🍇 Pinot Noir & Chardonnay
Na Borgonha, a Pinot Noir reina entre os tintos e a Chardonnay entre os brancos.
Mas não pense que todos os vinhos são iguais: o mesmo Pinot Noir pode se expressar de forma leve e delicada na Côte de Beaune, ou mais estruturada e intensa na Côte de Nuits — tudo graças aos famosos Climats.
➡️ Durante os passeios do Vem Pra Borgonha, eu mostro na taça essas diferenças, explicando o porquê de cada perfil.
🗺️ Côte de Nuits & Côte de Beaune
A Côte d’Or (a espinha dorsal da Borgonha vinícola) se divide em duas partes:
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Côte de Nuits: ao norte, famosa por seus tintos potentes e elegantes. Aqui nascem lendas como Romanée-Conti, Chambertin, Clos de Vougeot, entre outras.
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Côte de Beaune: ao sul, berço dos melhores brancos do mundo (como Meursault e Puligny-Montrachet), mas também de tintos delicados como Pommard e Volnay.
➡️ Um dos meus circuitos mais procurados inclui um dia em cada Côte, com foco em terroir, vinhedos históricos e degustações com pequenos produtores.
🍾 Cuvée
No contexto borgonhês, uma cuvée pode significar:
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Um lote específico de vinho com características distintas;
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Um rótulo ou engarrafamento especial de um produtor;
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Ou, no caso do Hospices de Beaune, um rotulo especial de um ou mais conjuntos de Climats, cujo o nome da cuvée geralmente é da pessoa que doou a parcela ao hospices de Beaune
🍷 Grand Cru, Premier Cru, Village e Regional
Essas são as quatro classificações de hierarquia dos vinhos da Borgonha, em ordem decrescente de prestígio (e preço!):
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Grand Cru – vinhos de parcelas altamente prestigiadas (ex: Romanée-Conti, Le Montrachet)
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Premier Cru – parcelas de excelência dentro de uma vila específica (ex: Meursault 1er Cru “Charmes”)
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Village – vinhos produzidos dentro de uma vila reconhecida (ex: Gevrey-Chambertin, Pommard)
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Regional – mais amplos, com o nome da região Borgonha escrito em francês, como o Bourgogne Pinot Noir ou Bourgogne Aligoté
➡️ Durante os tours, eu explico essas categorias com clareza e mais detalhes — e na prática, comparando estilos e preços direto nas caves.
✨ Conclusão: Com vocabulário (e guia) certo, a Borgonha se revela
Pode até parecer complicado no início, mas a verdade é que o vinho da Borgonha só precisa ser bem explicado e vivido com calma.
Cada Climat, cada clos, cada vinhedo tem uma história para contar — e o meu trabalho é ser a ponte entre você e essa tradição.
Se você quer descobrir a Borgonha com profundidade, mas de forma leve e prazerosa, é só me chamar.
Com o Vem Pra Borgonha, você não visita vinícolas: você entra num mundo que só quem vive aqui conhece.
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Passeios Privados: juliana@vempraborgonha.com.br
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