Você está começando a organizar a sua próxima viagem de férias e está estudando os destinos. Eu vou te ajudar, apresentando informações básicas sobre a Borgonha para você decidir e poder começar a organizar o seu roteiro.
A Borgonha é uma região da França localizada no centro-leste, próxima da Suíça, Itália e Alemanha. Na França, ela fica perto de Paris, Champagne, Jura e Lyon, formando assim uma grande rota enogastronômica.
O clima é continental, ou seja: inverno longo, intenso e úmido, com muita neblina, e verões quentes e secos.
A capital se chama Dijon, aquela mesma da mostarda, mas também conhecida como a capital dos Duques da Borgonha. Até meados do século XV, a Borgonha era uma região independente, bem poderosa, e o ducado era a realeza local, tendo como capital Dijon. Dijon é uma cidade com um lindo centro histórico, com bela arquitetura. Seu representante mais famoso é Gustave Eiffel, o criador da Torre Eiffel. Nascido e criado em Dijon, ele passava os verões na casa da tia, onde havia vinhedos, as parcelas de vinhas dos Grandes Vinhos da Borgonha. Pois em Dijon não há vinhedos (parcelas de vinhas) há muitos anos. Há um pequeno grupo que está replantando videiras para produzir vinhos de Dijon, mas precisamos de mais uns 5 a 7 anos para termos os primeiros vinhos.
Como Dijon não tem produção de vinhos, não há vinhedos, e a paisagem é urbana. Para ter a experiência do vinho, o melhor é visitar Beaune, a capital dos vinhos da Borgonha, e, de lá, explorar as demais cidades produtoras de vinhos da região. Beaune é uma cidade de 22 mil habitantes que parece ter saído de um filme! Ela vive e respira vinhos, é organizada, limpa e possui uma boa malha hoteleira e excelentes restaurantes, cafés e bares de vinhos. E, a partir de Beaune, meu conselho é: explore os vilarejos ao redor para ver as parcelas de vinhas e visitar as vinícolas.
Há dois lugares que são os corações da Borgonha e que você precisa visitar: o museu Hospices de Beaune e o castelo Château du Clos de Vougeot. O Hospices de Beaune era uma antiga Santa Casa que cuidava de pessoas frágeis e enfermas e, para angariar fundos, leiloava os bens que recebia de doações, entre eles os vinhos produzidos em suas terras. Até hoje, esse leilão de vinhos existe e atrai compradores do mundo inteiro. O museu é aberto todos os dias, exceto no Natal e no primeiro dia do ano. Já o castelo Château du Clos de Vougeot é o berço do desenvolvimento da produção de vinhos da Borgonha, os vinhos de terroir produzidos pelos monges cistercienses.
Na Borgonha, além de fazer degustações, passear por vilas antigas e se perder na arquitetura de pedras seculares, você vai comer muito bem em qualquer lugar. Tudo é delicioso e bem feito! É a segunda região com o maior número de restaurantes estrelados da França, e sua gastronomia local é replicada no mundo todo. Aposto que você já ouviu falar de escargot. Pois então, o modo de preparo foi difundido na Borgonha. E o bife bourguignon? Receita local. E há inúmeros outros deliciosos pratos, além dos queijos!!
A Borgonha tem seu próprio ritmo, que é mais lento que o das grandes cidades. É normal que o comércio, inclusive farmácias, feche na hora do almoço e reabra a partir das 14 horas. E, aos domingos, o comércio costuma fechar. O ideal é passear no domingo em Dijon ou seguir viagem para outra região.
Como a Borgonha é uma região famosa pelos vinhos, ela é dividida em sub-regiões de produção. São cinco principais, mas as duas mais importantes são Côte de Nuits, famosa pela produção dos grandes vinhos tintos, e a Côte de Beaune, famosa pela produção dos grandes vinhos brancos da Borgonha.
Para visitar a região, eu recomendo que você alugue um carro para conseguir explorar cada vilarejo. Aqui estão textos para te ajudar, inclusive um sobre o limite máximo de álcool ao dirigir.
Agora que você sabe um pouco sobre a geografia, história, vinhos, paisagens, lugares imperdíveis, gastronomia e como se locomover, organize a sua próxima viagem por aqui.
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Boa viagem!
Juliana Lins Cruz
@vempraborgonha
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